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domingo, 6 de janeiro de 2013


Em 1982, na minúscula cidade de Grangemouth, na Escócia existia um cantinho em que um DJ chamado Robin agitava as noites locais tocando clássicos do punk e new wave, chamada Nash, uma boate localizada em um hotel. Grangemouth era tão minúscula que Robin a comparava com um banheiro. Em Nash, sempre aparecia uma garota para dançar e pular, já que não havia outra forma de divertimento. Seu nome era Elizabeth Fraser, conhecida como Liz. Robin e Will Heggie, companheiro de agitos, riam dela, a única que conseguia dançar, e embora não simpatizassem muito com a menina, conversavam entre uma canção e outra. Os três então descobriram alguns gostos comuns, e resolveram montar um grupo. Will tinha um baixo e jurava saber tocar; Robin era guitarrista e Elizabeth mostrou uma voz especialmente peculiar. Para tentarem sair da cidade e ainda fazer algum dinheiro, apostaram na música, enquanto Liz e Robin iniciavam um relacionamento. Adotaram o nome de uma antiga canção do Simple Minds, “The Cocteau Twins”, que foi gravada no álbum de estréia, Life in A Day, do grupo de Jim Kerr, lançado em 1979, com outro nome: No Cure. O grupo tinha uma grande paixão pelo som do The Birthday Party, grupo australiano que revelou Nick Cave ao mundo. O Party gravava por um exótico selo chamado 4AD, e Robin e Liz queriam gravar seu primeiro disco pela mesma gravadora. Robin tentou (e conseguiu) conversar com Phil Clavert do Party e entregar uma demo. Phil gostou muito e fez uma importante ponte para que a 4Ad contratasse o jovem trio. “Foi muita cara-de-pau do Robin fazer isso, mas conseguimos o contrato”, lembra Liz.

O que mais chamou a atenção de Phil e da 4AD foi o som produzido pelo grupo. O baixo de Will era pesado, porém extremamente climático. Robin era um guitarrista que não se importava com solos, apenas em sons diferentes, quase minimalistas. E para complementar havia a voz de Liz, sem nenhum paralelo. Como nunca tiveram um baterista, usavam um sintetizador Roland 808. E assim lançaram o seu primeiro disco, batizado de Garlands, em 1982, que recebeu vários elogios dos semanários britânicos. O disco de estréia ofereceu uma prova embrionária do rápido progresso que a banda teria, mostra um som atmosférico habilidosamente construído em volta do talento de Guthrie em usar criativamente a guitarra distorcida, loops e caixas de eco, ancorado no baixo rítmico de Heggie, além de uma onipresente bateria eletrônica. Mesmo sendo um belo trabalho, em comparação com aqueles que viriam a seguir, a sonoridade ainda se apresenta um tanto seca, sem a fluidez dos trabalhos vindouros. Porém, neste primeiro disco, o grupo já apresentava a definição do tipo de som que se tornaria a característica marcante do Cocteau Twins, algo à época, um tanto inclassificável. Se Robin estava mais preocupado com sons diferentes do que com solos de guitarra, o mesmo pode se dizer da relação entre o vocal de Liz Fraser e as letras das canções, pois nesse disco e muitos que viriam posteriormente, o que mais importava eram justamente os sons, pois muitas vezes, as letras cantadas por Liz eram simplesmente incompreensíveis, ou seja, mais valia a sonoridade das palavras do que o seu significado. Aliás, as letras nem sequer apareciam nos encartes dos discos. Apesar da banda defender em entrevistas que essa imprecisão não era proposital, isto acabou se tornando um mito sobre as canções do Cocteau Twins. Perguntava-se, inclusive, em que língua afinal cantava Liz Fraser, chegando-se a conclusão de que não haviam letras nas canções do Cocteau Twins, mas apenas e tão somente sons sem um significado preciso.

Uma das grandes atrações do grupo era o grande cuidado e apuro visual com as capas de discos, singles e EP, todos produzidos pela empresa de artes e design, 23 Envelope. Suas capas etéreas e abstratas tornaram-se uma marca não apenas do Cocteau, mas de quase todo o cast da 4AD, a exemplo do projeto This Mortal Coil, Colourbox, Throwing Muses, etc. O disco alcançou a quinta posição na parada independente e ganhou um fã: o DJ John Peel. Peel ouviu a banda através do mesmo sistema que Robin apresentou o grupo ao pessoal do Birthday Party, dando-lhe uma famosa fita demo. “Estava um dia na rua e vi o (John) Peel. Pensei que era uma oportunidade muito boa para deixar escapar, me aproximei e educadamente ofereci a fita, que aceitou.” Peel, o DJ mais famoso do Reino Unido, começou a tocar o grupo e logo produziu um programa apenas com eles. Com o sucesso, abriram shows do Modern English e do Birthday Party por toda a ilha. Aproveitando o sucesso inesperado, lançaram no final do ano o EP Lullabies, que recebeu críticas ainda mais elogiosas. O trio já mudara para Londres, e gravava em um pequeno estúdio e tinha um som diferente. “Garlands parecia uma pedra gigante amarrada em nossos pescoços. Todos esperavam que soássemos da mesma maneira e isso nunca foi nossa intenção”, conta Robin. No ano seguinte, outro EP, Peppermint Pig, canção que fica nas parada independentes atrás apenas de “Blue Monday”, do New Order, e que teve como produtor Alan Rankine, dos Associates. E, ainda em 1983, acontece o lançamento do segundo disco Head Over Heels, que marca a saída de Heggie. Guthrie e Fraser gravam em 1983 o disco como um duo. Notadamente este é o trabalho de sonoridade mais diáfana do grupo aproximando-se mais do estilo que ficaria conhecido com ethereal, e estabeleceu a fórmula que o grupo continuaria a trabalhar durante quase toda a sua carreira. Ainda como uma dupla, fizeram o EP Sunburst and Snowblind, no mesmo ano. No final de 1983, Simon Raymonde (ex-Drowning Croze) juntou-se à banda para a gravação do disco The Spangle Maker; enquanto o grupo durou, Raymond trouxe um reforço importante para eles, sendo um componente essencial do Cocteau Twins, gradualmente assumindo um ativo papel como escritor das letras, arranjador e produtor. Paralelamente, o grupo participou do projeto This Mortal Coil, idealizado por Ivo Watts-Russel, presidente da 4AD, originalmente um projeto que queria gravar versões de material de outros selos e artistas sem gravadoras, explorando o talento dos artistas “caseiros”, como o pessoal do Dif Juz, X Mal Deutchsland, Wolfgang Press e Dead Can Dance, com participações ocasionais de outros músicos fora da 4AD.

Robin comenta que Ivo lançou o projeto na mesma época em que o Cocteau estava sedimentando sua fama: “quando eu ouvia Song to the Siren tocar na rádio (que tinha vocais de Liz e o baixo de Simon) e nada nosso nas mesmas, me deixava doente de raiva. Simon e Liz participaram de oitos canções lançadas entre 1983 e 1984. Simon conta porque entrou para o Cocteau: “eu sempre fui um grande fã da banda e ouvia todos comentarem como eram místicos e todas essas coisas. Nunca pensei isso, apenas que as músicas eram brilhantes e excitantes e nunca imaginei que, nem em um milhão de anos, seria um membro da banda”, explica. Simon conta que viajava com o pessoal da 4AD durante os shows, em um dia, em Camden, enquanto Liz e Robin trabalhavam em um pequeno estúdio de 8 pistas, Simon chegou e escreveu a canção “Millimillenary”, que faria parte da coletânea The Pink Opaque, que sairia em 1985. Animado, voltou para casa afim de compor novas músicas até ser convidado por Liz e Robin para passar uma semana na Escócia escrevendo novas composições. “Millimillenary” faria parte de uma coletânea do semanário New Musical Express. O primeiro lançamento de fato do novo trio seria o EP The Spangle Maker, e em seguida, lançariam aquela que é considerada a grande obra-prima da banda (e o primeiro lançamento do grupo no Brasil), Treasure, em 1984. Entre os muitos fatores que alçaram Treasure a categoria de obra prima, podemos citar a evolução estrutural melódica das músicas, que apresentam também efeitos sonoros cada vez mais complexos e perfeitamente burilados por Robin e Simon. As canções guardam reminescências sonoras barrocas e dark wave. A voz de Liz também sofreu uma considerável melhora, mostrando um timbre claro e delicado além de um belo alcance vocal, o que pode ser apreciado em faixas como “Persephone”. O disco inicia com a faixa “Ivo” uma clara referência ao presidente da 4AD, as outras canções têm títulos que evocam personagens místicos ou mitológicos, a exemplo de “Lorelei” e “Pandora”. Esse estilo de canções com títulos obscuros ou místicos se repetiriam em outros discos, assim como a utilização de lendas e palavras de origem celta. Essa prática se tornou tão comum que chegaram a disponibilizar um glossário em seu site oficial www.cocteautwins.com com as palavras mais incomuns que apareciam nas canções.

O disco foi votado como o melhor lançamento do ano e Liz considerada a melhor vocalista feminina por vários semanários ingleses. O grupo fez então sua primeira excursão fora da Europa, indo para o Japão onde foram assediados de forma absurda pelo fãs, o que deixou Robin surpreso: “os japoneses são carinhosos. Não era aquela histeria tipo Bealtes, mas após nossas apresentações, ficavam na porta do hotel, querendo conversar, pedir autógrafos. Quando íamos para as estações de trem, eu cheguei a ver entre 2000 a 3000 pessoas nos acompanhando.” Elizabeth completa: “o Japão é um lugar absurdo, eu estava excitada para conhecer por tudo que havia lido, e Treasure era o disco mais vendido do país e lá eles têm a mania de mudar os títulos dos discos nas capas. Treasure virou The Woman the Gods Loved. Imagino que a canção “Persephone” tenha estimulado isso. Apesar do imenso sucesso do disco, os Cocteau Twins só executavam duas canções ao vivo, “Lorelei” e “Pandora”. Depois do disco, O Cocteau entrou numa maratona de lançamento nos anos de 1985 e 1986, com seis discos de material inédito e uma coletânea. O primeiro deles foi o EP Aikea-Guinea, e a canção título é uma das melhores composições do grupo segundo, Robin e a favorita dos fãs em shows. Logo depois do lançamento do EP, Robin e Liz participaram de uma inusitada cover de “Respect”, de Otis Redding e que ficou imortalizada na voz de Aretha Franklin, em um álbum do Wolfgang Press, The Legendary Wolfgang Press and Other Tall Stories. Em seguida lançam mais dois Eps, Tiny Dynamine e Echoes in a Shallow Bay, que no final do ano seriam re-lançados como um EP duplo e, segundo Robin, os dois são os dois melhores discos que os Cocteau já produziram. O ano se encerra com o quarto lançamento da banda, a coletânea The Pink Opaque, com faixas desde 1982, além da primeira canção feita por Simon Raymonde, “Millimillenary”, disponível apenas na fita cassete lançada pela já citada revista New Musical Express. O disco foi realizado para funcionar como um cartão de visitas para o mercado norte-americano, já que a banda tinha assinado um acordo para a distribuição de seus trabalhos na América. E antes do ano terminar, a banda já partia para outras colaborações: Simon estava envolvido com o This Mortal Coil e Robin e Liz realizando trabalhos com o pessoal do Dif Juz e do Felt, grupo que teria um pequeno sucesso em uma canção chamada “Primitive Painters”, com vocais de Frazer. E fariam de 1986 um ano inesquecível para suas vidas com o lançamento de dois discos: Victorialand e The Moon and the Melodies. Lançado em abril de 1986, o disco não teve a participação de Simon, envolvido com o Coil e, mais uma vez, repetindo o que tinha feito após a partida de Will, Liz e Robin realizaram um trabalho em parceria. O disco, que começou como uma maneira dos dois amantes e músicos para passarem o tempo em estúdio e trabalhando acusticamente com voz e instrumentos e lutando contra suas limitações (palavras de Robin), resultou naquele que é considerado o álbum mais aclamado da vasta discografia da banda e recebeu vários prêmios como o melhor lançamento do ano. O nome foi tirado de uma região da Antártica, e todas as canções giraram em torno desse conceito: “Throughout the Dark Months of April and May” é uma referência ao escuro inverno da região nesses meses; “Whales Tails” fala de rabos de baleia e “The Thinner in the Air”, dos ventos locais. O disco tem a colaboração delicada de Richard Thomas no saxophone e do pessoal do Dif Juz nas tablas (pequenos tambores tocado com as mãos). Nessa época começaram a ser rotulados como new age, por causa dos vocais peculiares de Liz e dos climas esparsos e etéreos da banda, o que não deixou a banda muito feliz. Robin chegou a dizer que new age era música feita por gente de mais de 50 anos e carecas. Para Simon, o rótulo apareceu apenas por causa de Victorialand, mas que new age era muzak, enquanto o Cocteau jamais soou como tal.

Das quatro canções de Love’s Easy Tears, apenas “Those Eyes, That Mouth”, não era tocada nos shows, embora “Orange Appled”, só tenha feito parte das apresentações, a partir de 1991. Em 1987, primeiro ano desde 1982 em que não houve um lançamento oficial do grupo, eles cederam a faixa “Crush” para uma compilação da 4AD, chamada Lonely is An Eyesore, coletânea que acabou sendo lançada aqui, também. Em 1988, lançam o disco que seria considerado por muitos como o melhor de sua carreira, Blue Bell Knoll. Sei que isso é relativo, mas de fato esse foi o disco que obteve a melhor recepção da crítica e do público. Em uma enquete feita recentemente no site oficial da banda esse trabalho foi apontado pelos fãs como o melhor já lançado, seguido de Victorialand e Treasure. O título evoca uma antiga lenda celta sobre a morte. Somente aqueles que estão próximos da morte podem ouvir o som do blue bell (uma planta gramínea que tem florzinhas em forma de sino). Segundo alguns, a banda teria nesse trabalho sofisticado demais o seu som, apesar de que realmente esse foi até então o disco que soava melhor produzido. Isso é percebido à partir da primeira faixa, e que intitula o disco (e a minha preferida da banda – Beatrix), belamente introduzida por uma delicada seqüência de loops de piano e sintetizador, que acompanham uma melodia fluida e hipnotizante. Em outras faixas do disco aparecem combinações instrumentais diferentes e variadas, que soam ao mesmo tempo ricas e exóticas. As várias camadas de guitarras e baixo se aliam aos sons de xilofone, clavicórdio e marimba produzindo uma sonoridade rica, densa e fluida, conferindo um certo tom impressionista às melodias, evocando diferentes texturas e imagens. Esse disco traz algumas das mais belas e inspiradas canções do grupo: “Carolyn’s Fingers” e “Athol-brose”. Esse foi o primeiro trabalho da banda produzido por uma major,a Capitol, além de ser o primeiro disco de estúdio lançado nos Estados Unidos.

Após o disco, o grupo tirou as primeiras férias desde o início da carreira. Robin e Liz ficaram curtindo a gravidez da cantora e o nascimento da pequena Lucy Belle. Simon casou e também virou pai com o nascimento de Stanley. O grupo investiu em um novo estúdio para trabalhar, em Twinckenham, ao sudoeste de Londres e que era conhecido por ter sido o famoso estúdio Eel Pie, de Pete Townshend, do finado The Who. A banda batizou a nova casa de September Sound, já que setembro foi o mês em que nasceram as duas crianças. Paralelo à isso, Robin produziu vários grupos, como o Chapterouse, o Lush, o Veldt e Shellyan Orphan, enquanto Liz deu uma canja no primeiro disco-solo do bunnyman Ian McCulloch, Candleland, na faixa-título. Em 1990, lançam o novo disco Heaven or Las Vegas, que acabaria sendo o maior sucesso comercial da carreira do grupo. Tal sucesso talvez se deva ao fato deste ser o menos experimental e mais acessível dos trabalhos da banda, o que não significa, em hipótese alguma que o grupo tenha aberto mão da inventividade sonora, contudo é um disco mais palatável para os padrões pop. É de fato o primeiro disco em que é possível entender claramente as letras cantadas por Liz. Na faixa de ritmo lento e monótono, “Fotzepolitic”, ela canta: “Meus sonhos são todos mais ou menos básicos e endereçados, são sonhos de uma garotinha…” . As canções trazem impressões sobre a maternidade (“Road, River, and Rail”), a realidade e o estresse do dia-a-dia (“Wolf in the Breast”), amor (“Pitch the Baby”) e trabalho (“Iceblink Luck”). As dez faixas que compõem o disco apresentam sonoridades diversas, que vão do hip hop em “Pitch the Baby” (que foi lançada em uma coletânea da Mute Records/4AD chamada Red Tape); suaves baladas como “Wolf in the Breast” e “Fifty-Fifty Clown”; e a beleza tépida e refinada de “Iceblink Luck” e da faixa título.

A turnê, aliás, foi a mais concorrida da carreira dos Cocteau Twins, com ingressos esgotados para todas as apresentações. Pela primeira vez seriam headliners (banda principal de um show) e, ainda assim, não queriam sair excursionando de maneira nenhuma. “Nós não queríamos fazer shows, mas estamos fazendo isso apenas porque há um novo álbum, mas enquanto fazíamos o disco ficávamos angustiados pensando que teríamos que tocar todas essas novas canções ao vivo”, explica Simon. Outro motivo para não quererem realizar apresentações era o longo tempo em que não tocavam certas canções. “Quando entramos em estúdio, gastamos mais da metade de uma tarde, arrumando um solo de guitarra de uma música, detalhes assim, e quando vamos tocá-las dois anos mais tarde, nem sempre conseguimos nos lembrar. Nós não ficamos ensaiando antigas músicas no estúdio como outras bandas que conhecem seu repertório de trás para frente. Não fazemos isso”, completa Robin. Para os shows na América, eles tiveram a companhia, primeiro do Mazzy Star, e depois do Veldt. A banda percebeu que dificilmente conseguiria reproduzir o som do disco no palco, apenas com baixo, bateria, voz e tapes e que necessitariam de uma maior infra-estrutura. A solução foi a adição de dois novos guitarristas, Mitsuo Tate e Ben Blakeman. Efeitos e baterias eram executados por computadores e apenas na turnê seguinte, entre 1993/94 é que contratariam um baterista. A turnê encerrou, de forma apropriada, em Las Vegas, quando perceberam o quanto o paraíso (alusão ao “Heaven” do título) estava distante, por alguns motivos. O primeiro deles foi a declaração oficial de Ivo, avisando que o longo contrato com a 4AD estava terminado e que poderiam seguir o caminho que desejassem. Apesar disso, houve um certo constrangimento dos dois lados. Mas o maior problema era o de Robin com as drogas, que se tornava cada vez maior, adicionados a um racha interno que só fazia aumentar, embora ninguém comentasse. Apesar de todo sucesso e atenção da mídia, o grupo não estava mais feliz. Em três anos, a única canção nova composta foi “Frosty the Snowman”, para uma revista de música, em 1992. Então a 4AD e a Capitol resolveram capitalizar em cima do hiato criativo e lançaram, em 1991, uma caixa contendo todos os inúmeros singles que o grupo gravara entre 1982 e 1990, e canções raras, sendo formada por dez cds.



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